Covelas

Orago

61-santoConhecido também como Julião, o hospitaleiro e Juliano, o hospitaleiro.

De acordo com James Voragine, Julião era casado com uma viúva rica e acidentalmente cometeu um crime terrível. Ele estava caçando e uma corça aproximou-se dele e o repreendeu dizendo que em futuro próximo cometeria um crime. Pois bem, um dia ele retornou ao seu castelo e ao entrar em seu quarto deparou com um casal na sua cama. Sem que ele soubesse seus pais haviam chegado inesperadamente e muito cansados foram deitar em seu quarto. Julião supondo que outro homem estava em sua cama com sua esposa, impetuosamente, matou os dois às facadas. Logo depois ela chegava da igreja onde tinha ido orar. Com imensa culpa e desespero ele disse a ela que ia abandona-los pois não era digno de viver no meio de pessoas decentes. Ela recusou-se a abandona-lo e ambos foram em uma jornada de peregrino para tentar amenizar o seu crime. Ele transformou seu castelo num hospital para pobres e ao chegar a Roma ele construiu outro hospital para pobres e viajantes junto ao rio. Além disso ele construiu uma pequena barcaça com a qual ele transportava todos os viajantes a cruzarem o rio de graça. Após vários anos neste trabalho, Julião foi acordado numa noite gelada, por uma voz do outro lado do rio, gritando por socorro. Ele atravessou o rio e descobriu que o homem estava morrendo gelado e que o mesmo era um leproso. Apesar disso Julião o carregou através do rio e o colocou em sua cama esquentado-o até que ele recobrasse os sentidos. Quando o homem se recobrou ele se revelou como sendo um anjo mensageiro especial de Deus enviado para testar a sua bondade. O leproso disse: “Julião, Nosso Senhor me envia para dizer que aceitou sua penitencia”.

Existem vários santos de nome Julião e algumas historias se confundem como a de Julião o Mártir, cuja esposa se chamava Basilissa. Não obstante Julião o hospitaleiro tem sua historia gravada nos sermões de Antoninus de Florença, no 13.° século, nos escritos de Vincent Beauvais e no “Trois Contes” de Gustave Flaubert. Alem disso várias instituições de caridade, igrejas e hospitais tem o nome de São Julião para honrar este herói muito popular na Idade Média.

São Julião é mostrado na arte litúrgica da Igreja 1) como um jovem com um falcão em seu dedo, (o que dificulta sua distinção com São Bravo); ou 2) carregando um leproso , 3) numa barca carregando um leproso e com sua esposa o aguardando na margem do rio.

São Julião é retratado em vários vitrauxs em cristais no 13.° século em igrejas em Chartes, em Rouen e em varias pinturas medievais.

Ele é o padroeiro dos pilotos de barcaças, hoteleiros, viajantes, turistas e dos que trabalham no circo.

Próximos eventos

Não há eventos agendados actualmente.

Farmácias de Serviço

Tempo em Braga
tiempo.com   +info